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LÚCIA EMÍLIA VERAS MUNIZ
( BRASIL - MARANHÃO )

 

Lúcia Emília Veras Muniz nasceu no Maranhão, onde viveu durante toda a sua infância e juventude.
Filha de Pedro Mendes Barbosa e Maria da Glória Veras, precocemente sofreu a perda de seus pais, porém não desistiu dos seus estudos.
As recomendações maternas sempre estiveram presentes  em sua lembrança, ajudando-a a superar as dificuldades do caminho. Alguns anos depois de casada muda-se para Brasília com a família.
Cursou a Faculdade de Pedagogia no UNICEUB e, em 2003, concluiu o ensino superior de Teologia, na Faculdade de Teologia de Brasília, além de outros cursos de curta duração.   
Desde cedo Lúcia Emília teve muita inclinação para as Artes, porém, em virtude da luta pele sobrevivência e o pouco tempo disponível, somente agora dedica-se a estas práticas.
É reconhecida Artista Plástica, possuindo várias telas que atraem os expectadores.
Em 2006 lançou seu primeiro livro de poesias: Sob a Luz do Sol e das Estrelas.

 

RAPSODIAS. Selección de poesia contemporâneaMontevideo: aBrace editores, 2010.       96 p.  N. 03 088
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda



Soneto à vida

Ao acordar a criança, vi a luz do dia;
Sorri, chorei, pra vida despertei.
Entre gritos os braços levantei,
E minha mãe chorava de alegria.


       Ao meu redor vi passos ligeiros,
Indo e vindo em minha direção,
Para receber-me de alma e coração
E cuidar dos meus passos primeiros.

Parecia um sonho mas era verdade.
Ao meu redor eu via tudo novo,
Na primeira etapa da minha viagem.

Brilhava na luz do dia a realidade,
Mãos delicadas mimavam o meu rosto,
Suave e bela — eis a minha imagem.


Soneto a primavera


Primavera, belos são teus dias,
Tuas noites suaves, perfumadas,
Estação repleta de sons e alegrias,
Menina-moça por todos amada.

Poetisa, do amor e da beleza,
De ricos trajes estás sempre vestida,
Tecidos pelas mãos da natureza,
Para dançares nos palcos da vida.

Quando chegas, alegre sorris,
E os jardins se cobrem de flores,
Coloridas como o arco-íris;

Deslumbras a todos com o teu matiz,
E os lugares onde passas, doiras,
A quem te admira fazes mais feliz.




O mar

Abram as portas
Há alguém por aqui,
Querendo passar.
São homens que vão navegar,
Nas ondas do mar.

Abram as portas,
Há alguém por aqui,
Querendo passar
São mulheres que querem contemplar
As belezas do mar.


Lençóis

Quando olhei para trás,
Vi meus rastros na areia,
Dos Lençóis Maranhenses.
À minha frente, apenas areia,
Areias que caminhavam,
De mãos dadas com o vento;
Aqui e ali, cavavam fontes
Profundas fontes de inspiração;
Dentro delas, mergulhei...
Então escrevi, versos brancos,
Nos bancos de areias
Dos Lençóis Maranhenses.
Mas, o vento levou,
Os versos escritos na areia.
Descontentes, os versos voltaram
E se hospedaram em minha mente.

*
VEJA e LEIA outros poetas do MARANHÃO em nosso Portal: https://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/maranhao/maranhao.html       
Página publicada em dezembro de 2025.

 

 

 
 
 
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